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Estudo desenvolvido pela Providens em parceria com a PBH destaca história e voz de mulheres com trajetória de vida nas ruas

A Providens, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, desenvolveu o estudo “Diagnóstico do público da cena de uso do bairro Lagoinha em Belo Horizonte – Minas Gerais”, que tem o objetivo de apoiar o trabalho cotidiano desenvolvido no Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), na compreensão de quem são as mulheres que vivem e/ou transitam na região da cena de uso da Lagoinha e, assim, fortalecer esse serviço enquanto uma política pública.

O CIAM é um equipamento social que atua no atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social, com trajetória de vidas nas ruas, em uso prejudicial de álcool e de outras substâncias e em situação de violência doméstica. A Providens atuou como parceira da PBH na manutenção do CIAM e na realização de atividades, com oferta de acolhida e cuidado para com o público atendido. Uma das ações previstas no termo de parceria foi a produção de um diagnóstico do público da cena de uso da Lagoinha, abarcando o trabalho desenvolvido no Centro Integrado de Atendimento à Mulher – CIAM, e seus impactos.

 

Fernanda Flaviana Martins, diretora-geral da Providens, destaca a importância da participação das mulheres atendidas no CIAM para o desenvolvimento da pesquisa, “mulheres que, generosamente, se dispuseram a participar e contribuíram para a implantação de futuras políticas públicas, que vem de encontro a sua realidade. Muito obrigada por nos permitir conhecer um pouco mais desse universo, de suas vidas, sonhos e desafios”, afirma. “Que este diagnóstico contribua para uma compreensão sobre as mulheres da cena de uso da Lagoinha e promova a efetivação das políticas públicas no município de Belo Horizonte junto ao público atendido pelo CIAM, a fim de permitir que essas mulheres tenham condições de alcançar novos caminhos, possibilidades e alternativas”.

Segundo a diretora de Prevenção à Criminalidade da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, Márcia Alves, “o Diagnóstico representa um passo importante para qualificar as ofertas no CIAM e dar voz às mulheres atendidas. Além de trazer um perfil do território em que o CIAM está inserido, o Diagnóstico também apresenta demandas e necessidades do público atendido, além de mostrar a importância do trabalho em parceria, por meio de um convênio federal”, finaliza. Márcia Alves ainda ressalta a importância do equipamento como uma referência para as mulheres atendidas.

Para Simone Gouveia, coordenadora de projetos pela Providens, “o CIAM é um equipamento no qual as atendidas se referem como sua própria casa, onde elas podem se alimentar, tomar banho, lavar roupa, sentar e assistir uma novela. Isso dá para as mulheres a segurança que elas não tem à noite nas ruas da cidade. Por isso, o desenvolvimento do diagnóstico foi um momento de escuta da fala dessas mulheres. Muitas das vezes, elas são esquecidas pela sociedade, não são vistas como seres humanos, que precisam ser acolhidas e necessitam ter seus direitos garantidos”, afirma.

Por fim, Ivan Ferreira, assessor pedagógico e gerente operacional da Atrium – Educação Social e Desenvolvimento Humano, responsável pela execução do estudo, “trata-se de um trabalho de pesquisa que, além do conteúdo técnico, apresenta pessoas e suas realidades, as quais precisam ser ouvidas e vistas em sua singularidade, para além de uma caracterização de “público alvo” ou “usuárias”, mas sim como as mulheres que são”.

Sobre o Diagnóstico:

 O estudo foi dividido em cinco partes. A primeira delas trata do percurso metodológico e o universo da pesquisa, descrevendo o processo de organização e desenvolvimento do estudo, trabalho de campo e análise de dados. O segundo capítulo descreve, de maneira sintética, como a cena da Lagoinha foi se configurando no cenário propício à instalação de uma cena de uso.

Já o terceiro capítulo retrata o aprofundamento dos dados, apresentando situações vivenciadas pelas entrevistadas nos diversos contextos de suas vidas e no espaço da cena de uso. A parte quatro deste diagnóstico apresenta de maneira específica algumas questões de ordem mais subjetivas, entendidas como uma forma de “humanizar” o olhar para as mulheres participantes da pesquisa, procurando romper com os estereótipos através dos quais elas são vistas e tratadas.

O quinto capítulo trata da pesquisa realizada junto a rede de atendimento do território da cena de uso e busca soluções conjuntas para responder de maneira integral as mulheres. Por fim, o estudo traz as considerações finais, nas quais se apresenta notas breves que, espera-se, possam colaborar com ações para o trabalho na cena de uso.

 

Confira o estudo na íntegra abaixo:

 

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